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>>Mercado de Varejo Farmacêutico

OPERAÇÕES

Em 31 de dezembro de 2015, a Extrafarma operava 254 lojas em nove estados do Brasil (Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e São Paulo). A Extrafarma também opera dois centros de distribuição, um em Belém, no estado do Pará, e outro em Aquiraz, no estado do Ceará. Beneficiando-se de mais de 50 anos de atividade no setor de distribuição e varejo de produtos farmacêuticos e de uma experiente equipe de gestão, a Extrafarma é uma das líderes no setor farmacêutico em sua região de atuação. A Extrafarma possui operações em áreas que apresentam evolução superior à média nacional, o que acreditamos que representa um potencial para o crescimento futuro.

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DISTRIBUIÇÃO E MARKETING

O setor de varejo farmacêutico é uma indústria com alto grau de regulação. No Brasil, a regulação para esse setor é dividida entre os governos federais, estaduais e municipais. O governo brasileiro sanciona leis e regulações para aplicação geral, as quais são aplicadas e complementadas por ações dos governos estaduais e municipais. No nível federal, os setores farmacêutico e da saúde são regulamentados e fiscalizados pelo Ministério da Saúde, através da ANVISA, conforme estabelecido pela Lei Nº 9.782 de 26 de janeiro de 1999.

As principais regras que regulam o setor de varejo de farmacêutico no Brasil são relacionadas a precificação dos medicamentos e a restrições no seu manuseio, transporte, armazenamento e venda desses produtos. Todos os anos, para o dia 1º de abril, o governo aprova reajustes máximos de preços para distribuidores e consumidores, de acordo com uma métrica que inclui inflação e o nível de competição em cada categoria de produto. As farmácias brasileiras, ao contrário das farmácias dos Estados Unidos e de outros países pelo mundo, não podem ofertar para venda uma gama de produtos diversos, tais como alimentos frescos, produtos de limpeza e material de escritório, entre outros.

As vendas das farmácias brasileiras, de acordo com dados da IMS Health e da ABIHPEC, superou R$ 82 bilhões em 2015, com crescimento de 12% em relação a 2014. Nós acreditamos que o setor tem potencial para continuar seu crescimento, principalmente devido a: (i) envelhecimento da população; (ii) aumento da renda dos consumidores; (iii) maior acesso a medicamentos, em especial decorrente da crescente participação de genéricos; e (iv) crescente demanda por produtos de higiene e beleza. Em adição, a consolidação do setor, impulsionada pela crescente formalização e consequentes investimentos, encontra-se em estágio inicial, com as cinco maiores redes do país representando somente 28% do mercado de medicamentos. De acordo com a IMS Health, havia, aproximadamente, 71 mil farmácias no Brasil em 2014.

De acordo com a ABRAFARMA, a venda de medicamentos é responsável por 66% do total das vendas dos seus membros no setor de varejo farmacêutico no Brasil em 2015, e outros produtos além de medicamentos são responsáveis pelos 34% restantes das vendas.

Os principais tipos de produtos farmacêuticos vendidos no Brasil estão listados abaixo: Remédios de marca – todos os medicamentos que exigem receita médica e identificados pelo fabricante, geralmente consistindo de produtos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade tenham sido cientificamente comprovadas mediante o registro junto a ANVISA. A empresa farmacêutica que desenvolveu o medicamento normalmente detém sua patente e exclusividade para sua comercialização durante um período mínimo de 10 anos, e, após tal período, o medicamento torna-se uma referência para a produção de medicamentos genéricos ou similares.

Medicamento genérico – medicamento genérico é um medicamento que é comparável ao medicamento de referência (remédios de marca) na forma de dosagem, potência, via de administração, características de qualidade e de desempenho, e objetivo de uso, e deve conter os mesmos ingredientes ativos da formulação original. No entanto, em vez de ser comercializado com uma marca registada, o medicamento genérico é designado pelo nome do ingrediente ativo. Os medicamentos genéricos podem ser prescritos como uma alternativa aos medicamentos de referência ou podem substituí-los no momento da dispensa do medicamento. Os genéricos só podem ser produzidos e vendidos após a expiração, renúncia ou perda de patente ou outros direitos de exclusividade relativa ao medicamento de referência comparável ao medicamento genérico em questão. Além disso, a produção e comercialização de medicamentos genéricos também exigem a prova da eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos genéricos, através da bioequivalência estabelecida e testes de biodisponibilidade, através dos quais a composição e a absorção dos medicamentos genéricos pelo organismo são analisados em relação aos medicamentos de marca. Os medicamentos genéricos não têm a marca registrada, mas o nome da substância ativa e o nome do laboratório que o produz e o vende são impressos no rótulo.

Medicamento similar - Medicamentos que contêm as mesmas substâncias ativas ou mais substâncias, a mesma concentração, modo de administração, dosagem e indicação terapêutica do medicamento de referência, porém comercializado através uma marca diferente que não foram submetidos ao teste de bioequivalência para comprovar sua eficácia, segurança e qualidade. Medicamentos similares, como os medicamentos genéricos, só podem ser produzidos e vendidos após a expiração ou renúncia da patente dos medicamentos de referência comparáveis ao medicamento similar em questão. Como os produtores de medicamentos não submetem os remédios similares a testes de bioequivalência, que é um processo com altos custos, os medicamentos similares são geralmente mais baratos do que os medicamentos de referência e medicamentos genéricos. A partir de 2014, as empresas produtoras de medicamentos similares serão requeridas a realizar testes de bioequivalência.

OTC – Over the Counter (OTC) consistem tanto em medicamentos de marca e genéricos, assim como outros produtos relacionados à saúde e bem-estar que não precisam de prescrição médica para ser vendidos. Esses medicamentos geralmente são usados para tratamentos de fácil autodiagnostico para dor, gripe, tosse, febre e frio, antiácidos, vitaminas, produtos à base de plantas, produtos para visão, equipamentos de saúde, primeiros socorros, bem como produtos alimentares e nutricionais e de conveniência.

O diagrama a seguir indica o processo logístico no Brasil: